VISITAS BLOG MARANO B MARQUES EM 2013

Olá, pessoal!

Compartilho com vocês, com carinho, o relatório de visitas ao meu (na verdade, nosso) blog em 2013, embora eu não tenha conseguido publicar novos conteúdos ao longo do ano.  Está em inglês, porque foi assim me enviado pelo WordPress

Grande abraço, e um 2014 cheios das bênçãos divinas para cada um de vocês e família.

Mariano B. Marques

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2013 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

A New York City subway train holds 1,200 people. This blog was viewed about 5,700 times in 2013. If it were a NYC subway train, it would take about 5 trips to carry that many people.

Para visualizar o relatório,  clique no link abaixo.

Click here to see the complete report.

ESCASSEZ E ESPERANÇA

Prateada, reluzente, linda, majestosa!…

O luminar celeste enche a nossa noite da sua gloriosa claridade. Pode-se ver o chão, a areia, quase como à luz do dia.

O céu lindamente adornado de milhares de estrelas pequeninas, brilhantes, distantes, parece piscar alegremente os olhos em alegre celebração da vida, do universo, do Criador. É algum dia de algum mês do ano de 1960 numa pequena aldeia no meio da mata, no sul do Maranhão.

Na gostosa algazarra no terreiro da nossa casa de palha, no coração da mata, nossos olhos de meninos cheios de fantasia viajam, velozes como a luz, milhares de quilômetros no espaço sideral imenso, sem fim. Incontáveis imagens de seres e coisas nascem na nossa prodigiosa fábrica de ilusões e parecem ganhar vida no céu.

- Olha lá! É São Jorge! Vê o cavalo, o capacete, a lança, a serpente! – diz Onairam entusiasmado, eufórico, aos amigos igualmente pasmos, místicos. Será real? É o santo mesmo? Os mais velhos dizem que ele mora na lua, que é guerreiro!

- Olha lá! Olha lá! É um carneirinho. Olha a mãe dele! – berra Pedro apontando para as nuvens ao caminhar em passos rápidos para a frente, apontando energicamente para o céu como se quisesse tocar a sua criatura na lua, que banhava a terra com sua maravilhosa luz prateada e fria.

É nesse luar maravilhoso, em meio aos sonhos da infância, que meus amigos e eu brincamos de cabra-cega, de pic-esconde, corrida de cavalos-de-pau, guerras imaginárias e tudo o mais fabricado na nossa prodigiosa mente de ilusões. Um paraíso onde, além da nossa felicidade infantil, só a escassez de tudo o que precisamos é de fato abundante.

Nossos pais? Ah, muito gostoso vê-los com os poucos únicos adultos da pequena aldeia sentados à porta, nas lindas noites de luar, nos tamboretes em círculo contando as deliciosas histórias de trancoso¹, de assombração, de caçadas nas matas. Para nós crianças era quase irresistível a curiosidade por essas histórias que começavam com “Era uma vez…” ou “Um dia eu estava caçando na mata e…”. Ou, ainda…”Conta-se que…”

Divertidíssimo brincar sob os olhares ocasionais, de liberdade, porém atentos, dos pais e dos vizinhos adultos. Eles conversam, riem. Nós, brincamos às gargalhadas. Para nós meninos, nessas ocasiões, alegria e segurança se fundem numa mesma onda de felicidade quase perfeita, o merecido presente pelo árduo dia de trabalho no sol escaldante, impiedoso, em cuja fornalha os pequenos sertanejos são forjados valentes guerreiros da foice, do machado, do facão e da enxada para a guerra da sobrevivência no solo ingrato.

A belíssima cena se prolonga espontânea no terreiro da nossa casa. Na nossa alegria sem medida, no amanhã nem pensamos. Mas amanhã será um novo dia, e a primeira refeição – se tiver – vai ser café preto com farinha de mandioca. No almoço – também se tiver – comeremos arroz com feijão, talvez tendo água e sal como os únicos temperos. Na época da seca, é isso o que comem os bem-aventurados quando se cansam de feijão com arroz. Muitos, nem isso têm.

Se a panela não ferve em nossas trempes por mais de um dia resta-nos o risco de comer o palmito proibido no babaçual sem-fim do patrão. Pelo menos, alguma chance temos de sobrevivência, o alvo supremo de milhões do meu povo nordestino. Mas nem a barriga vazia, nem os pés descalços, nem a roupa rasgada, nem a opressão do patrão nos priva de festejar a vida, de vivê-la intensamente com o pouco – ou o quase nada – que temos e ainda partilhar com quem nada tem. Isso é Nordeste, isso é Brasil.

Para nós, a noite não tem pressa, mas o sono chega cedo.O bocejar quase coletivo é a senha da hora de recolher os tamboretes, de ir cada um para a sua casa. Seguem-se os “ Boas-noites”, os “Até amanhãs” e toda aquela cena quase mágica se desfaz com a saída de palco dos seus atores.

Fica vazio o cenário, mas nova aventura nos aguarda a bordo das nossas singelas e deliciosas redes já de asas abertas na sala e nos quartos, prontas para a decolagem. A reza decorada seguida de “A bênção pai”, “A bênção mãe” e de um rápido esfregar de um pé no outro ao deitar na rede na ilusão de limpar a poeira… e tibungo!…. É hora de dormir e sonhar, de fazer uma viagem ao mundo ainda mais mágico: o dos sonhos. Em pouco tempo, ao apagar das lamparinas e cessarem as vozes nos quartos, o silêncio e a densa escuridão cobrem a mata e as modestas casas de palha de babaçu protegidas às portas por uma simples esteira presa por um frágil barbante de algodão.

Meu sonho é colorido, é lindo.É o mesmo de quando estou acordado. Nele, vejo o mundo que o meu mundo há de ser. Nele, tudo o que nos falta é abundante.

Mas não só de sonho vive a criança, nem o adulto nordestino. O profundo sono e os sonhos de fartura vão cedendo lugar à luz do sol, chegando devagar sobre as matas, casas e roças, o nosso mundo real. O converseiro das galinhas no poleiro, o rom-rim-rom dos jumentos, o bé-bé-bé dos bodes, o incontrolável coricocó dos galos na vizihança inteira, o canto melodioso dos pássaros nas árvores próximas e o clarear do dia entrando casa adentro anunciam o fim do repouso e o retorno à árdua peleja pela vida. É hora de desarmar a rede, enrolá-la apropriadamente, dependurá-la no canto, recomeçar a rotina.

Ainda é bem cedinho; o frio sertanejo incomoda, mas é hora de pegar as cabaças, as latas e ir ligeiro para a cacimba distante aventurar água limpa. Mas quase nunca se chega primeiro. Há sempre alguém que dorme menos em troca da primeira água.

Enquanto se caminha para a preciosa fonte, o frio vai aos poucos sumindo do corpo. Olhando pelas brechas da floresta vê-se o rei-sol erguendo-se lentamente acima da copa das árvores. É o início do seu imponente espetáculo de luzes coloridas declarando ao Nordeste do Brasil o seu reinado absoluto e também tirano em certas épocas do ano. Parece sorrir. E na beleza do sorriso majestoso a cada manhã o rei das estrelas parece proclamar aos bravos guerreiros no Nordeste do meu, do nosso Brasil, que enquanto ele nascer para dar a sua luz e o seu calor ao mundo e ao meu povo haverá esperança de que este deserto de pobreza um dia será transformado num grandioso oásis de prosperidade. E quando esse dia se tornar pura realidade, quando for festejado pela vindouras gerações, alguém há de lembrar-se de dizer que eu sonhei com ele.

Viva o povo do Nordeste! Viva o Brasil!

______________________

¹ histórias de trancoso (termo regional do sertão maranhense) = histórias não verídicas da cultura popular nordestina.

.

QUAL O NOSSO FRUTO?

Mariano B. Marques

“…toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo”

(Mateus, 3.10).

Logo que você atravessava o canavial, lá estavam as velhas e altas mangueiras servindo de guarda-sol para o pequeno riacho que regava  suas raízes o ano todo.

 Lá em cima, na ponta dos galhos das copas frondosas, os periquitos, com sua plumagem verde e gritos estridentes, faziam a festa  se deliciando com as polpas macias cortadas por seus biquinhos agudos. Chegavam e saíam em bandos esvoaçantes para o delicioso cardápio. Mas muitas mangas caiam durante a noite, e eram sempre uma pequena e doce alegria para quem as achava.

E quando eu estava debaixo de uma mangueira carregada de frutos, a única coisa que eu esperava ver era manga – porque é isso o que mangueiras dão. Mas, o que me impressionou na última vez que visitei os Morrinhos, quarenta anos depois, Continue lendo

MEUS PENSAMENTOS (26)

Mariano B. Marques

325. Quem ouve reativamente  ataca,  se defende  ou explica. Quem ouve proativamente silencia a mente para entender o outro pela perspectiva dele. E estará aberto para aprender e mudar em si  o que precisa ser mudado.

326. A felicidade não é algo que se encontra ou se perde; é algo que se constrói ou se destrói.

327. A verdadeira felicidade não é algo que se constrói lá fora; é algo que se constrói dentro de nós em parceria com Deus.

328. A felicidade não é algo que vem de fora para dentro de nós; é algo que jorra de dentro de nós para fora.

329. A verdadeira felicidade não é algo que construímos sozinhos; é algo que construímos em parceria com o Espírito Santo.

330. Felicidade não é a ausência de problemas, mas Continue lendo

A CIDADE DE ARIZEN

Mariano B. Marques

No grande vale cercado pelas montanhas gêmeas Ávila e Évila, ergueu-se  a pequena cidade de Arizen com apenas algumas centenas de habitantes liderados pelo patriarca Ádamus.

A vida era calma e quase todos os problemas eram resolvidos.

Morreu Ádamus, e a cidade ficou sem líder.  Não tendo a quem seguir, as pessoas passaram a  sentir-se inseguras e desorientadas, e muitos problemas  começaram a agitar a cidade.

Pelas leis locais, assumiria a liderança da cidade a pessoa a quem Ádamus escolhesse antes de morrer. Mas sua morte inesperada o impediu de fazer isso.

No decorrer do tempo, a antes pacata Arizen se tornou caótica e violenta.

Certo dia, alguém sugeriu um ajuntamento público na praça principal para discutir sobre a necessidade de uma nova liderança. Todas as pessoas compareceram, da mais nova à mais velha, no clarear do dia.

Muitas horas se passaram numa discussão aberta Continue lendo

MEUS PENSAMENTOS (25)

Mariano B. Marques

306. Duas coisas são igualmente más sobre a face da terra: a pobreza, que gera oprimidos, e a riqueza, que gera opressores.

307. É possível às pessoas usar a verdade para construir um mundo de mentira. Mas jamais conseguirão usar a mentira para construir um mundo de verdade.

308. Aqueles  hábeis na arte de mentir conseguem persuadir até a si próprios de estarem falando a mais pura verdade.

309. A mentira em nome de Deus,  dita com convicção, soa a mais pura verdade para as mentes simples.

310. Nas campanhas eleitorais, a mentira e a verdade, com honrosas exceções, saem com a mesma cor e a mesma intensidade da boca dos candidatos, religiosos ou não.

311. Entre os líderes religiosos, existem aqueles de caráter íntegro, e aqueles que mentem cinicamente para o povo em nome de Deus.

312. Usar a verdade distorcida é mais danoso do que Continue lendo

VALE A PENA?

Mariano B. Marques

 Todos morrem.

O sábio, o ignorante

O gênio, o idiota

O rico, o pobre

O poderoso,o impotente

O forte, o débil

O livre, o encarcerado

O gentil, o rude

O célebre, o anônimo

O branco, o negro, o amarelo

O pacato, o violento

O bilionário, o mendigo

O talentoso, o medíocre

O bom, o perverso

O íntegro, o cafajeste

O generoso, o mesquinho

O santo, o pecador

Não importa quem

Não importa mesmo,

Uma só vez

Todos morrem.

Já que é assim,

Vale a pena humilhar o subalterno?

A pessoa que tem menos que nós?

Vale a pena nos aborrecer com as pessoas

Por coisas pequenas?

Brigar com o cônjuge por coisas banais?

Esbanjar o que temos ao invés de ajudar outros?

Vale a pena ignorar o rapaz mal vestido pedindo uma moeda no estacionamento?

Vale a pena ostentar poder financeiro para impressionar outros?

Vale a pena trabalhar sem parar e não ter tempo para as pessoas que amamos?

Vale a pena o excesso, o luxo?

Vale a pena reter a mágoa e a ira pelo mal que nos fizeram?

No leito de morte, cada um de nós há de perguntar a si próprio:

- O que realmente valeu a pena na minha vida?

Só que será tarde demais para reparar nossos erros e rever nossas prioridades.

Portanto, vale a pena pensar sobre a fragilidade da vida e a certeza da morte.

Tratar a todos com honra, seja o mendigo ou o magnata.

Valorizar as pessoas ao nosso redor, especialmente na família!

Ajudar a quem precisa sem esperar nada de volta.

Usar nosso dinheiro como sendo de Deus, e não nosso.

Abrir espaço em nossa agenda para nosso cônjuge, filhos, familiares e amigos.

Viver de maneira sábia e modesta.

Perdoar quem nos magoa e orar pelos que nos odeiam.

Enfim, vale a pena viver para a glória de Deus, amar e abençoar outras pessoas

Porque são essas coisas que se leva para a eternidade.

Quanto à saúde, dinheiro, trabalho, luxo, sucesso…tudo fica por aqui. E tudo passa muito rápido.

Você já parou para pensar sobre isso?…

Deus abençoe você.