O Desalento do Guerreiro

Mariano B. Marques

 Como carta fora do baralho,

O mendigo na estrada,

Assim de sinto.

Como o guerreiro valente

Derrotado, humilhado,

Assim de sinto.

Tal qual a coruja no seu galho

Que pouco vê à luz do dia

Assim me sinto.

Como andarilho distante do lar,

Desalentado, sem força,

Assim me sinto.

Como o campeão que perde

Todas os combates,

Assim me sinto.

Mesmo assim, brilha a luz,

A luz da esperança

Porque Deus está vivo.

E, apesar de tudo,

Sei que me ama e cuida de mim.

Por isso prossigo confiante

No meu Salvador.

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O Desalento do Guerreiro de Mariano Barroso Marques é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil.
Publicado em  www.marianobmarques.wordpress.com.

Uma resposta em “O Desalento do Guerreiro

  1. É, Symei, admitir nossa humanidade e entrar em contato com ela sem sentimento de culpa é libertador. Essa lição aprendemos do nosso Mestre. No Getsêmani, ele declarou aos seus liderados: ” A minha alma está triste até à morte”. Ser discípulo dele é também imitá-lo nisso. Obrigado.

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