Pureza Moral

Mariano B. Marques

“Conserva-te a ti mesmo puro”(Ef.5.22)

Nestes tempos chamados de pós-modernos, quase não se fala em pureza moral, nem mesmo entre  cristãos. E essa idéia soa aos nossos ouvidos como alguma coisa de pessoas fanáticas. Pessoas alheias à onda excitante de pós-modernidade, da revolução digital, que não vivem o melhor da vida.

No entanto,  a pureza moral é um dos ensinos bíblicos mais importantes para a vida cristã vitoriosa. Ela é um dos aspectos da santificação. E a santificação é a vontade de Deus para seus filhos. A Bíblia é direta e clara: Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor ( Hb 12.14).

A pureza moral está profundamente relacionada com o nosso caráter. A decisão de cultivá-la é muito mais do que uma decisão intelectual. Ela é   mais profunda. É uma decisão espiritual.

Nos decidirmos pela pureza moral na nossa vida cristã é optarmos por sermos semelhantes ao nosso Pai celestial, pois a pureza moral é um atributo Dele. O profeta Habacuque, ao se referir à excelência infinita da nartureza de Deus, escreve: Tu és tão puro de olhos que não podes ver o mal  (Hc 1.3).

Como já disse, a pureza moral é uma expressão da vida santificada, e Deus nos adverte: Santos sereis, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo (Lv 19.2).

Vamos prosseguir nesta reflexão tocando em alguns pontos do nosso dia-a-dia. O que você acha sobre pessoas solteiras, noivas ou casadas “ficarem” com alguém no trabalho, num evento social, na faculdade, numa viagem ou em outras oportunidades semelhantes? E o que você acha de se manter aquele interesse a mais, embora camuflado, por alguém com quem não deveríamos? Antes de respondermos, precisamos nos fazer outras perguntas, e respondê-las. Por exemplo:  Qual a natureza desse relacionamento? Qual a sua base diante de Deus? Qual a sua motivação e finalidade? Em seguida, mas uma perguntinha intrigante: Esse tipo de relacionamento é puro aos olhos de Deus? A questão aqui não é se  o achamos puro, mas, sim, se Deus o considera puro aos Seus olhos.

Sabemos que, em certas situações, podemos sentir forte atração física por uma determinada pessoa. O que fazer, então?Paraaqueles que vivem escravizados pelos apelos da sua natureza humana – ou pela carne, usando a linguagem bíblica -, a resposta que a nossa sociedade nos ensina é ir em frente. E para os filhos de Deus, isto é, aqueles que vivem em Cristo? Aí o papo é outro, a resposta é “o sinal está vermelho, pare”. E por quê? Porque os filhos de Deus não andam segundo os impulsos pecaminosos da sua natureza humana, mas, sim, são guiados pelo  Espírito Santo.

Assim, a força do pecado que opera em nós nos sugrere as coisas pecaminosas pelo simples fato de darem prazer aos nossos sentidos. Mas paralelamente a essa força, opera dentro de nós uma outra, santa, divina, a  do Espírito Santo. Ele nos sugere nos afastarmos das coisas pecaminosas e nos santificarmos cada vez mais. Essas duas  forças opostas lutam no nosso íntimo.  Vencerá aquela com a qual cooperamos mais.

A responsabilidade do pecado pessoal é sempre de cada um de nós. E isso porque a decisão interior de responder sim ou não à força dos impulsos da nossa natureza pecadora é sempre nossa. Isso significa dizer que o ato de pecar ou de não pecar envolve necessariamente a  vontade deliberda da pessoa.  Nunca somos forçados a pecar ou a não pecar. Nós decidimos por uma coisa ou pela outra.

Na decisão de pecar, o diabo também será um grande incentivador. E quando pecamos, não somos suas vítimascomogeralmente dizemos, e, sim, seus parceiros nos seus propósitos malignos.

Por outro lado, no ato de decidirmos dizer não ao pecado e sim para Deus, o Espírito Santo será sempre o nosso grande parceiro. Mas, claro, essa parceria só existirá se  a quisermos. Novamente, aqui, a decisão também é individual.

E o que dizer sobre visitas a sites pornográficos na Internet, leitura de periódicos e assistir a filmes ou programas da mesma natureza?Como  será isso aos olhos puros de Deus? Aliás, já sabemos a resposta. E aqui cabe uma pergunta para a nossa reflexão:Comopoderemos ser moralmente puros encharcando a nossa mente de coisas moralmente impuras aos olhos do nosso Pai?

É fácil concluirmos que se desejamos ser agradáveis a Deus,  devemos cultivar o princípio bíblico da pureza moral. Sem ela, podemos ser bons cristãos, mas vai faltar em nós a marca dos verdadeiros filhos de Deus. Portanto, cultive você também a pureza moral. É uma coisa linda na vida de uma pessoa! E vale muito a pena. Muito mesmo! A recomendação da Palavra do nosso Pai celestial é: claríssima: “Conserva-te a ti mesmo puro”.

Deus abençoe você.

Licença Creative Commons
Pureza Moral de Mariano Barroso Marques é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil.
Publicado em  www.marianobmarques.wordpress.com.