LÁGRIMAS DE WANALLY

Mariano B. Marques

Fevereiro vinte e cinco, sete da noite. Ano dois mil e doze.

Encosto o meu corsa na vaga do estacionamento. Minha esposa e eu saímos do carro e nos dirigimos à entrada do salão de festas.

Quem nos recebe na porta? Um jovem vestido com muita elegância, de sorriso largo e cativante. Abre bem os braços e nos acolhe em calorosas boas-vindas. É Douglas, o noivo, o mais feliz da nossa galáxia.

No salão, arranjos de flores brancas e vermelhas em todas as mesas. Está lindo e aconchegante.  Às mesas redondas, convidados conversam com entusiasmo. Elda e eu também entramos no clima.

Todos à espera da grande estrela da festa.

Uma hora depois, um clima de suspense invade  o ambiente. Cessam as vozes. Silenciam-se os cochichos. Todos se colocam de pé e fixam, ao mesmo tempo, os olhos numa só direção: a porta. Ainda está fechada. Minutos depois, vai-se abrindo lentamente. E uma imagem encantadora aparece: a noiva! Tchan…tchan…tchan..tchan…

Devagar, ladeada por um cavalheiro em terno escuro,  lá vem ela, linda! O brilho da face, da maquiagem, do vestido branco e do arranjo do cabelo se irradia por todo o salão.  Emocionadíssima, as lágrimas brilhantes descem pela face encantadora dizendo a todos: “Eu estou muito, muito feliz!” .

O fotógrafo se movimenta rápido em todas as direções procurando o ângulo ideal para as fotos.

Pisando o tapete vermelho afofado por rosas da mesma cor, caminha para o altar  entre as fileiras de convidados, que a cumprimentam com aplausos. Pára um pouco e olha para a frente.  E avista o amado da sua alma, sorrindo para ela, como que dizendo: “Vem, amada minha. Estou esperando por você”.

Avança mais um pouco, visivelmente emocionada.  De costas para o altar, o noivo deixa o seu lugar e vai ao encontro dela. Ela pára, beija o pai em gratidão. Ele retribui o gesto e a entrega ao seu príncipe encantado. Um beijo na testa, e caminham para o altar, onde o celebrante os espera de pé.

As lágrimas discretas incontidas  continuam a rolar.  E aí, no altar, uma cena magnífica: o noivo, gentil, enxuga as lágrimas da amada, com cuidado, para não borrar a maquiagem. E ao final, a frase por todos esperada: “Em nome de Deus e da lei, os declaro casados”. Segue-se a cessão de fotos,  emocionante.

Uma coisa conceda Deus:  que ao longo dos anos o coração dela sempre pulse de amor pelo Douglas. E que o dele seja sempre sensível e amoroso para enxugar as lágrimas de Wanally.

Imagem publicada com autorização expressa.

Licença Creative Commons
LÁGRIMAS DE WANALLY de Mariano Barroso Marques é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil.
Publicada em www.marianobmarques.wordpress.com.

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