SEM PÚLPITO

Mariano B.Marques

Ninguém foi como ele no púlpito.

Ninguém jamais pregou sermões como os dele, nem transformou  tantas vidas como ele.

Ele mudou e continua mudando a vida de milhões de pessoas. Mas nunca lhe deixaram subir num púlpito para pregar e ensinar a sua mensagem.

Isso mesmo, ele não tinha púlpito. Por isso pregava os seus sermões  quase sempre  ao ar livre.  E atraía multidões.

O seu mais longo sermão registrado foi pregado sobre um monte. Daí ser  mundialmente conhecido como o Sermão do Monte, que vem transformando milhões de terrenos pecadores em cidadãos celestiais desde o dia em que foi proferido.

Nunca um homem falou como ele, e nunca um homem falou o que ele falou. As multidões vinham para ouvi-lo  de todos os recantos do seu país e dos países vizinhos.

Por onde ele passava, os  surdos ouviam, os cegos viam, os leprosos eram purificados, os paralíticos andavam, os mortos eram ressuscitados, os oprimidos do diabo eram libertados. Mas ele não tinha púlpito para pregar os seus sermões nem para ministrar os seus ensinamentos.

Os púlpitos do seu país todos tinham donos. E pelo que ele pregava e ensinava, era-lhe vedado o acesso a esses lugares sagrados. Um lugar sacro dos quais os líderes religiosos de sua época haviam se apropriado para pregar o que não viviam e ensinar o  que não acreditavam de verdade. Um lugar para fazerem as pessoas se sentirem miseráveis pecadoras e, eles, se fazerem passar por  detentores de uma santidade inatingível por seus mortais ouvintes.

Na verdade, um lugar profético do qual se pregavam mensagens de uma religiosidade encharcada de interesses pessoais e políticos. Um  símbolo do poder religioso, e  ocupado por mestres desviados de Deus. Por isso, não só rejeitaram o ensino desse pregador, mas também tramaram astutamente a sua morte. Queriam silenciar, de uma vez por todas, a voz profética que os atormentava e afastar para o além a real ameaça à credibilidade deles.

Aliás, ele teve um púlpito. Fizeram um púlpito especialmente para ele. Um púlpito de madeira. Não um púlpito no qual se levanta o pregador perante o seu auditório,  mas um que se carrega nos ombros e onde os inimigos do pregador o crucificam e zombam dele..  E longe de ser um símbolo de poder religioso em sua época ou de prestígio pessoal, era o lugar da extrema humilhação, do extremo sofrimento e da morte.

Nesse púlpito rude e doloroso, ele próprio, na sua dor, na sua agonia, na sua morte é o sermão vivo e vivificante.

E houve trevas sobre toda a terra durante três horas.

Durante o longo tempo crucificado naquele  púlpito, esse inigualável pregador abriu a  boca para falar poucas frases.

Àqueles que o crucificaram,  disse apenas “Tenho sede”. Ao seu Pai celestial, orou “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” E finalmente,  o grito da redenção eterna para aqueles que crêem nele como Salvador e Senhor:   “Pai, está consumado. Em tuas mãos entrego o meu espírito”.

E até hoje, o poder desse  sermão e dessa última oração continuam  falando aos corações e dando vida a milhões em toda parte, todos os dias. E inspiram pregadores  de todas as línguas, no mundo inteiro.

A  mensagem desse pregador ganhou asas e voou para todos os recantos da terra. E onde existe uma alma pecadora ou  redimida,  um coração faminto de Deus, ali está um púlpito onde a sua pregação, os seus ensinamentos chegam com poder e ressoam com glória vivificadora e eterna.

Ninguém lhe ofereceu o seu púlpito. Ninguém o queria no seu púlpito. Por isso, a beira do mar, barcos de pesca,  montes, caminhos empoeirados,  casas de amigos, a rua e, finalmente, a cruz foram os seus púlpitos. E só foram os seus púlpitos porque não tinham donos. Não ofereciam  glória e nem poder. Não geravam astros nem estrelas.

Esse pregador maravilhoso e cheio de graça e verdade divinas transformou  o mundo inteiro em seu púlpito e a humanidade em seu auditório.  E há mais de dois mil anos fala para milhões todos os dias, em todas as líguas e dialetos da terra: Jesus Cristo!

Você já o conhece e o ama?

E se fosse hoje…quem o deixaria subir no seu púlpito?…

Deus abençoe você.

Fonte da imagem: natachaflesch.blogspot.com

12 respostas em “SEM PÚLPITO

  1. Bom dia tio… aqui `e a suzete.
    Quero agradecer o tempo em que eu e o bruno ficamos em sua csa, fomos muito abencoados e ministrados pelo espirito santo, sou grata a Deus por sua vida, o senhor `e o homem muito de Deus, Espero pelo tio aqui em angola.
    Manda um beijo a tia, a avo, a estefani e a familia inteira.
    Deus te abencoe.

  2. Maravilhoso Pr. Mariano. Continue assim dando o seu melhor para nós. Que Deus te abençoe. Te amamos.

  3. Belo artigo! Os púlpitos que deixaram de oferecer- lhe, passaram. Mas as pregações que ele proferiu contunuam produzindo adoradores autênticos. O Jary costuma se prostar em qualquer lugar da casa, em qualquer hora, em adoração e agradecimento. Gesto que eu vou começar a imitar, pois tenho muito a agradecer.

  4. Excelente texto! O verdadeiro púlpito é o nosso coração, e a Igreja somos nós.

  5. Foi muito gostoso contemplar, atraves desse artigo, aquele que fez da cruz o pulpito de onde, ate hoje, emanam
    vida, amor e perdao. Ajoelho-me diante dAquele que e merecedor de toda adoracao.

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